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Functional Paradigm - Paradigma Funcional

Haskell é uma linguagem!

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Uma linguagem capaz de descrever o comportamento de um sistema de computador.

Então antes de estudar Haskell vamos deixar claro o que é LINGUAGEM o que é SISTEMA e o que é COMPUTADOR.

Numa época em que os estudos da linguagem se concentravam na história das línguas e na comparação entre elas, Saussure lança suas idéias sobre a língua e sobre a linguagem. A partir desse momento, os estudos lingüísticos começam a adquirir um caráter mais profundo e abstrato. Eles deixam de se concentrar na comparação de manifestações externas de várias línguas, e passam a se interessar pela língua como um sistema de valores estruturado e autônomo, que é subjacente a toda e qualquer produção lingüística, seja ela feita em português, em inglês, em francês, em ASL, em libras, ou em qualquer outra língua. Aí a lingüística passa a ser concebida como uma ciência: ela não só descreve fatos lingüísticos, mas busca uma explicação coerente para sua ocorrência.(SÃO PAULO, [s.d.], p. 1)[¹]

O que Saussure pensa é que os homens têm uma capacidade para produzir sistemas simbólicos, ou seja, sistemas de conceitos associados a uma determinada forma, como a língua, as artes plásticas, o cinema, o teatro, a dança. Essa capacidade é a linguagem. Para Saussure, a capacidade da linguagem não pode ser o objeto de estudo de uma única ciência como a lingüística, na medida em que ela tem características de naturezas diversas: física, fisiológica, antropológica, etc. O objeto da lingüística deve ser a língua, que é um produto social da faculdade da linguagem, e que é uma unidade. (SÃO PAULO, [s.d.], p. 2)[¹]

Para Saussure, a língua é: a) um sistema estruturado de elementos, que se define por sua relação com esses elementos; esses elementos, por sua vez, se definem por sua relação com o sistema e por sua relação com os demais elementos que compõem o sistema. Por isso, para Saussure, na língua só há diferenças. A diferença que se estabelece entre cada elemento do sistema revela seu valor lingüístico; b) um produto essencial da faculdade da linguagem, com base no qual todas as outras manifestações da linguagem devem ser analisadas; c) social, exterior ao indivíduo. Ela existe por uma espécie de contrato entre os membros de uma comunidade. Por isso, ela não pode ser nem criada, nem modificada por um indivíduo. Nesse sentido, a língua difere da fala, que é individual.(SÃO PAULO, [s.d.], p. 2)[¹]


Referências Bibliográficas

  1. SÃO PAULO (Cidade). Secretaria Municipal de Educação. A língua para Ferdinand de Sassure São Paulo: SME, [s.d.]. 1 arquivo PDF. Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/Portals/1/Files/19333.pdf Acesso em: 6 fev 2026. ↩ ↩ ↩